Terça-feira, Abril 20, 2010

INSOMNIA

São 03:00 da manhã. Fecho os olhos, porque já estão cansados de estar abertos. O sono não vem. Depois de voltas e voltas na cama, decido voltar ao computador e entreter-me um pouco. Vejo uns vídeos patéticos no youtube e quando ia finalmente pôr uma música final para me deitar novamente de seguida, aparece-me um link para "músicas românticas com tradução". Rio-me e carrego nele. O problema é que agora não consigo sair do computador, porque cada música é uma maravilhosa recordação de tempos passados. Desde a infância até hoje. Porque desde pequena ouço deste estilo de música em casa e sim, habituei-me ao género. Acalma-me, relaxa-me e relembra-me momentos de felicidade que, (in)felizmente já não acontecem agora. Outros se lhes sobrepuseram. Afinal a vida é mesmo assim, não é? Uns momentos atrás dos outros, felicidades diferentes que se vão completando... Não podemos eternizar nada, porque nada dura para sempre... pelo menos não da forma como se iniciou. Ou fica mais forte, ou se dissolve. Igual é difícil... E, ironicamente, estas músicas deram-me uma imensa vontade de escrever, por isso o post de hoje será um pouco mais longo que o habitual, pois após esta "breve" introdução, vou divagar pela minha mente...


Como é possível sentir saudades de algo que nunca se teve? Ou querer alcançar alguém que não se conhece? Como é ainda possível sonhar-se com algo e acordar desejando-o, se não sabemos o que é?
Pessoas que se perdem em sentimentos que nem elas próprias conhecem, porque há um emaranhado de emoções que as prendem a algo que não vêem, mas existe.
Essa busca desenfreada magoa o peito de quem se esforça por atingir a meta, mas perdeu o mapa do percurso...
Há cedências que não se fazem e passagens negadas, que só atrasam a hora final e tornarão o desencontro fatal.
Assim me refugio dessas aventuras e desventuras da vida, dizendo não ao "destino" e optando pelo "livre arbítrio". Agora se acredito na escolha, isso já é outra história...

Sábado, Abril 10, 2010

When a WOMAN loves a MAN

Arde por dentro,
Magoa vezes sem conta,
Oculta sentimentos de pura dor e tristeza,
Resiste a coisas que nem sempre deveria resistir.

Dou por mim a pensar nele (amor) e no quanto sei dele. Nada.
Afinal de contas, a minha hora ainda não chegou. Aquelas borboletas, aquele sentimento de êxtase constante, de felicidade permanente, nunca durou. Nunca foi mais que um efémero estado de espírito.
Paixão, então? Não sei. Mas vou investigar no google e talvez me sinta mais esclarecida. Afinal de contas, toda a gente sabe sempre tudo sobre todas as coisas. Mas eu sinto que nada sei sobre isto. Não porque nunca tenha amado, porque já. Mas porque sinto que ao invés de ter ficado com algo mais dentro de mim, fui perdendo sempre um pouco. Não tem lógica. Se ganhamos um sentimento, algo cá dentro deveria aumentar e não esvaziar-se.
Confuso.
Enfim...

Segunda-feira, Março 15, 2010

. falling in love again .



Olhando os olhos um do outro, sorriram. A cumplicidade eliminava qualquer réstia de dúvida.
Sempre trocaram palavram malandras, algumas escondidas, outras bem desnudas, mas num tom habitualmente irónico e errante. Era assim que se entretinham e completavam. Divertiam-se ao conhecer-se através do riso, da descoberta do erro, do fascínio pelo incerto.
Passeavam todas as tardes pelo parque, onde conversavam horas e horas sobre problemas inexistentes, mas que lhes toldavam a alma para aquilo que todos viam, menos eles.
Cresceram assim, lado a lado. Inseparáveis.
As suas aventuras amorosas eram efémeras. Contavam-se pelos dedos das mãos. E entre eles riam-se pelo seu fracasso, pois ambos sabiam que as pessoas que até então tinham escolhido não eram as certas. Eram apenas meros viajantes, peças de divertimento, que ocupavam as noites vazias.

Certo dia, alguns anos depois, olharam-se novamente. A cumplicidade era a mesma, mas a transparência era agora sim visível. Ironicamente, as suas mãos tocaram-se e os seus lábios juntaram-se. Descobriram assim o amor, 60 anos depois.

Segunda-feira, Janeiro 11, 2010

Adormecer

Olho em redor. Tudo parece escuro e vazio desde a última vez.
Recordo-me do som da tua voz, da melodia do teu sorriso, do carinho do teu rosto enquanto dormias... Agora tudo está mais sereno, mais calmo, mais silencioso, mais apagado, menos preenchido. Agora aquele lado da cama está frio, gelado...
Os meus pés vagueiam durante a noite em busca dos teus, abraço o meu próprio corpo na busca do afago que apenas tu me davas. Dou voltas e reviravoltas na cama sem achar o que me falta... afinal de contas uma parte de mim partiu contigo.

O Sol bate na janela. Deixei a persiana entreaberta, como gostavas. Odeio ter luz no quarto, mas agora faz-me sorrir. Assim como detesto ter a roupa toda ao monte junto da cadeira, mas agora é a última coisa que faço antes de me deitar. Atirá-la para lá "dá gozo", como dizias.
Mas sabes o melhor? Adoro fazê-lo sem ti.
Pelo menos sou e estou errada, mas aprendo com isso. Não me sinto insegura, nem inferior, nem incapaz. Estou cheia de força, de garra.
Posso nem sempre dormir sossegada. Posso ter saudades daquela companhia de vez em quando... mas sou EU. Não um produto fabricado na mente de outra pessoa e posto à prova.
Sou simplesmente EU e gosto de ser assim. Tola, ingénua, crente, despistada, exigente, mimada, perfeccionista, paranóica... Gosto de ser tudo o que sou porque é MEU e de mais ninguém!

[Depois de estudar Penal III apeteceu-me escrever um texto romântico-melancólico, mas depois lembrei-me que se calhar é melhor ir dormir para ir fazer o exame de amanhã e, revoltada, deu nisto. Confesso que não gosto muito do produto final, mas enfim, vou publicá-lo na mesma.]

Domingo, Novembro 22, 2009

...


You could be a sweet dream or a beautiful nightmare.